Você adquiriu um empréstimo, analisou todos os pontos do contrato, mas mesmo assim em algum momento não conseguiu continuar pagando as parcelas e não sabe exatamente o que deve fazer?
Neste artigo, vamos apresentar as consequências de deixar de pagar, quais as opções disponíveis para evitar penhora de bens e como ficar atento nos próximos empréstimos.
O que acontece a partir do momento que eu deixo de pagar o empréstimo?
As consequências de parar de pagar o empréstimo começam a aparecer a partir do dia um de atraso e envolvem alguns itens que ajudam a aumentar a dívida, em seguida, podem haver outras consequências. Vamos listar as principais a seguir.
Multa
A multa por atraso é uma penalidade fixa, limitada pelo Código de Defesa do Consumidor a 2% do valor da prestação. Na hora de fechar um empréstimo, é importante ficar atento a esse valor. Independentemente do tempo que a parcela está vencida, você será cobrado a pagar a multa e seu valor não mudará.
Juros de mora
Juros de mora são o valor cobrado pelo atraso no pagamento. Há dois tipos de juros: os juros de mora legais, que são definidos por lei e podem chegar no máximo a 1% ao mês e geralmente são aplicados quando o contrato não especifica uma taxa de juros de mora, e os juros de mora contratuais, que são estipulados em contratos.
Juros remuneratórios
Juros do próprio empréstimo que continuam correndo sobre o saldo devedor, muitas vezes na taxa do contrato ou na taxa de mercado para operações em atraso.
IOF
Imposto sobre Operações Financeiras que incide sobre a operação em atraso.
Nome negativo e restrição de crédito
Por um prazo normalmente de 5 anos, seu nome estará nos birôs de crédito, como Serasa e SPC. Isso impede que você possa contratar novos empréstimos, financie imóveis ou veículos, consiga novos cartões de crédito ou realize novas compras.
Bloqueio de contas
Caso a instituição busque a ajuda da justiça, pode haver o bloqueio de contas até que a dívida seja paga, o valor também pode ser usado para pagar a dívida.
Penhora de bens
A penhora de bens também ocorre quando a instituição busca ajuda da justiça ou em casos de empréstimos com garantia, o bem pode ser usado para pagar a dívida.
O que fazer se não consigo pagar o resto do empréstimo?

Após chegar à conclusão de que você não consegue pagar o resto do empréstimo, é possível escolher uma das soluções a seguir.
Cortar gastos
Olhe os seus gastos mensais, liste suas receitas e despesas fixas e variáveis, corte gastos supérfluos como delivery, assinaturas não usadas, verifique se tem algo que pode ser feito para obter um dinheiro extra.
Renegociar
Buscar uma renegociação do empréstimo é uma forma de diminuir o valor das parcelas, ter um período maior de carência ou até mesmo conseguir um desconto ainda maior caso consiga pagar o valor à vista.
Transferir a dívida de um banco para outro
A chamada portabilidade de crédito é lei desde 2013 e dá a possibilidade de transferir a dívida de um banco para outro que ofereça condições melhores, sendo assim, o novo banco quita o que você devia ao banco antigo e você passa a dever a ele, com juros menores e prazos maiores.
O que você não deve fazer depois de não pagar o empréstimo?
É importante que você evite tomar as atitudes a seguir para resolver sua dívida.
Quebra de contrato após renegociar a dívida
Quando há uma renegociação, um novo contrato passa a valer e, se após a renegociação você deixa de pagar as parcelas, você perde todos os benefícios adquiridos e o contrato inicial volta a valer, ou seja, é preciso honrar a renegociação.
Fazer um novo empréstimo para pagar a dívida
Apesar de fazer um novo empréstimo com juros menores parecer uma boa ideia para pagar outro empréstimo, a verdade é que você só está adquirindo uma nova dívida. A melhor opção nesse caso é a portabilidade do empréstimo.
O que você deve fazer para se proteger no futuro?
Para proteger seus bens pessoais, há algumas formas de fazer isso, entre elas está a blindagem patrimonial, que envolve uma série de mecanismos jurídicos e financeiros previstos em lei para preservar e garantir sua disponibilidade aos proprietários legítimos, protegendo contra dívidas, disputas judiciais, separações e instabilidades financeiras.
As estratégias mais conhecidas de blindagem patrimonial são a criação de holding, o planejamento sucessório, a separação de bens no casamento ou na união estável e as doações com cláusulas restritivas. Mas atenção, é preciso que a blindagem patrimonial seja feita antes das cobranças judiciais, pois pode ser considerada fraude ao credor.
O mais indicado é que você sempre conte com auxílio jurídico para tomar as melhores decisões e conseguir os melhores acordos. Um advogado especialista será responsável por analisar o contrato do seu empréstimo, indicar o melhor caminho e, no caso de renegociação de dívida, será o responsável por indicar a melhor estratégia e buscar o melhor acordo para ambas as partes.
Conte com o Escritório José Cajazeiro Advocacia
Os advogados do escritório José Cajazeiro Advocacia são especialistas em renegociação e redução de dívídas, eles poderão ajudar você a revisar contratos, juros e conduzir a negociação para que você fique tranquilo com sua escolha. Entre em contato para que nossa equipe analise seu caso.
Crédito foto de Capa: katemangostar
Fontes: Mercado Pago | Finanzero





