O que devo fazer se peguei um empréstimo pessoal e não consigo pagar?

Escrito por José Cajazeiro

13 de janeiro de 2026

O empréstimo pessoal é sempre uma alternativa para as famílias que querem manter o consumo ou organizar dívidas antigas, o problema é que atualmente há um custo elevado do empréstimo pessoal, principalmente por conta dos juros.Continue a leitura para saber qual a melhor opção para lidar com as dívidas de crédito pessoal. 

Um panorama do Brasil

Em novembro de 2025, o chamado crédito ampliado às pessoas físicas somou R$4,7 trilhões, o equivalente a 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB), mas o estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional avançou 9,5% em 12 meses, ritmo menor do que anteriormente (10,2%), houve também uma queda de 6,6% dos empréstimos pessoais em relação ao mês anterior. Essa desaceleração nos diz que tanto consumidores quanto empresas estão mais cautelosos na hora de aprovar ou assumir mais um empréstimo pessoal. 

A principal razão pode ser o custo elevado dos empréstimos. A taxa média de juros das novas operações ficou em 31,9% ao ano. Para as famílias, a média foi ainda maior, de 37% ao ano. No crédito livre, que inclui modalidades como crédito pessoal e cartão de crédito, os juros chegaram a 59,4% ao ano, com aumentos especialmente no crédito não consignado e no cartão parcelado. 

O que devo fazer se peguei um empréstimo pessoal e não consigo pagar?

Se você já pegou um empréstimo pessoal e está na dúvida se vai conseguir pagar, separamos um passo a passo do que pode ser feito para que você não saia prejudicado. 

Revise e entenda a dívida

O primeiro passo é entender a dívida, reúna o máximo de documentos possíveis sobre sua dívida, isso será importante caso você precise negociá-la mais para frente. Leia os contratos para verificar as taxas de juros, prazo, condições de pagamento antecipado, valor da parcela e custos embutidos na operação.

Corte gastos desnecessários

Antes de tentar uma negociação, é importante entender se você poderá reunir o valor necessário economizando, identifique os gastos supérfluos e corte-os temporariamente. Após listar gastos fixos mensais, como aluguel, mercado, luz, água, verifique o que resta e se essa quantia pode ser usada para o pagamento do empréstimo.Reveja assinaturas que você não usa com frequência, corte gastos como delivery, transporte, roupas, entre outros.

Busque formas de aumentar sua renda e sua capacidade de pagamento

De alguma forma é possível aumentar sua renda? Seja com um trabalho extra ou pedindo um aumento? Trabalhos temporários podem ser uma boa opção, dessa forma você não precisa se desdobrar para realizar o pagamento das parcelas.

Não consigo pagar, como é possível renegociar a dívida de crédito pessoal?

Crédito: Mikhail Nilov

Após analisar todas as opções anteriores e mesmo assim chegar a conclusão de que não irá conseguir pagar, há algumas formas de renegociar sua dívida de crédito pessoal. Continue a leitura e saiba quais são.

Programas de renegociação

Há uma grande quantidade de programas de renegociação que oferecem opções para renegociar dívidas com bancos, financeiras, empresas de recuperação de crédito, entre outras. Muitas renegociações ocorrem de forma online e oferecem até 90% de desconto.

Refinanciamento

O refinanciamento também pode ser chamado de renegociação do empréstimo, com ele troca-se as condições do empréstimo atual por novas e mais vantajosas, como por exemplo, taxa de juros mais baixa e valor total menor.

Quitação antecipada

É possível negociar a quitação antecipada, ou seja, é possível pagar todas as parcelas restantes de uma vez ou pagar parte das parcelas restantes. Essa opção normalmente rende uma boa economia, pois os juros das parcelas que serão pagas são reduzidos. Além disso, segundo o Banco Central, os custos da operação da liquidação antecipada não podem ser cobrados como taxas ou repassados aos clientes que são pessoa física. A exceção à regra são as operações contratadas antes de 10/12/2007.

Portabilidade

Uma ótima opção, mas pouco divulgada pelos advogados especialistas em dívidas é a portabilidade. A portabilidade nada mais é do que transferir a dívida de uma instituição financeira para outra para ter taxas de juros menores, há uma grande diferença de juros se compararmos cada banco. Essa operação não gera custos adicionais, basta entrar em contato com a instituição financeira, ao realizar a portabilidade, a nova instituição realiza o pagamento do débito para a instituição anterior e assume o crédito devido pelo cliente.

O que pode acontecer se eu não pagar a dívida?

Caso você já esteja há mais de 90 dias sem pagar as parcelas, você pode por exemplo, ter seu nome inserido em Órgãos de Proteção ao Crédito, o que acarreta em uma série de consequências negativas. Saiba a seguir mais sobre essa e outras consequências.

Sua dívida fica cada vez mais cara

Já não basta você pagar apenas as parcelas do seu empréstimo pessoal, você terá mais juros e multas, o que aumenta significativamente o valor total da dívida, dificultando ainda mais sua quitação. 

Dificuldades para comprar e para ter acesso a novos créditos

Quando você deixa de pagar as parcelas, seu nome é incluído em listas de inadimplentes de Órgãos de Proteção ao Crédito, como SPC e Serasa, isso pode impedir que você realize novas compras, financiamentos e tenha acesso a novas linhas de crédito.

Cobrança judicial

Nesse momento o credor aciona a justiça para garantir o pagamento da sua dívida, o que pode resultar no bloqueio e penhora de alguns dos seus bens, além de ser um processo judicial demorado.

Quando devo buscar ajuda de um advogado especialista em dívidas?

Não deixe para buscar ajuda de um advogado especialista em dívidas após anos sem pagar sua dívida de crédito pessoal, é possível buscar ajuda para tentar acordos e a redução da dívida, revisando contratos e identificando juros abusivos.

O escritório José Cajazeiro Advocacia possui especialistas em dívidas disponíveis para encontrar a melhor solução para você. Entre em contato.

Crédito foto de capa: Mikhail Nilov

Fontes: O Globo| Mercado Pago| Serasa| IDEC

Em caso de dúvidas, fale com nossos especialistas

Os advogados têm o conhecimento técnico e a experiência necessária para orientar e representar seus clientes da melhor forma possível. Eles são capazes de analisar cuidadosamente cada situação, identificar os direitos e deveres envolvidos, e oferecer soluções adequadas e legais para os problemas apresentados.

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